quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mil Milhas de Prazer

Mais uma viagem de moto para o interior do estado de São Paulo, desta vez para Bauru.
Cerca de 320Km de distância, fizeram com que as motos totalizassem 1.7 mil Km...
A quilometragem de revisão inicial das Harleys é de 1.6 mil Km... pode parecer um tanto estranho, principalmente para os acostumados a notações decimais, ter um veículo cujas paradas para manutenção programada sejam aos 1.600Km, e depois a cada 8.000Km... Uééé, diriam, porque não 1.000 (ou 1.500Km), e depois 10,000Km???
Simples diferença entre DNA... As Harleys, com sua ancestralidade americana, tem toda sua engenharia baseada na unidade de medida dos gringos, ou seja, polegadas, milhas, galão, etc...
Os tanques de combustível são de 4, 5, 6 galões, e isto nos dá números quebrados quando transformamos essas unidades para litros, metros, kilometros, etc. Ferramentas então, nem se fale... tente usar suas ferramentas métricas nos parafusos de uma Harley. Ou melhor, NUNCA tente fazer isto, para o bem de seus parafusos, de sua moto, de sua ferramenta.
Uma milha é algo perto de 1.600 metros, 5 milhas 8 kilometros... por aí já dá para ver o porque das paradas de manutenção fora do nosso esperado, mas totalmente em linha com alguém que pensa na unidade deles...
E quando voce começa a fazer a conta inversa, às vezes algumas coisas interessantes aparecem, e começo a me perguntar quantas vezes nós arredondamos os números para facilitar a vida... quer um exemplo?
Um galão é algo como 3.6 litros... Faz todo o sentido do mundo para nós um carro precisar de 4 litros de óleo no motor... mas se o motor foi projetado nos EUA, litro não é referencia para eles... que tal um galão de óleo, ao invés de 4 litros??? Faz sentido, né? Será que estamos colocando mais óleo no motor, só para ajustar medidas que nasceram diferentes?
Bom, voltando à viagem, já disse aqui que gosto de ir ao interior de S. Paulo, pois todas as estradas (tirando as federais, que recentemente foram concedidas, e que ainda são um conjunto de buracos tapados) são um exemplo a ser seguido em termos de manutenção. Muitas delas não cobram pedágio para as motocas, o que é um alívio, especialmente porque as praças de pedágio não foram preparadas para se receber motocicletas.
No caminho para Bauru, usamos a excelente Castelo Branco, até chegarmos na Marechal Rondom. A primeira não cobra pedágio, e a passagem como sempre é feita pela lateral direita da praça, num corredor estreito.
Já na Marechal Rondom, tivemos que parar como todo e qualquer veículo. O procedimento é simples: Voce vai parando ao lado da cabine, mais preocupado com as poças de óleo que ficam depositadas alí do que com qualquer outra coisa... abre o capacete, tira a luva, pega a carteira no bolso da jaqueta, e paga o pedágio... como andamos em duas motos, cada uma para de um lado da poça de óleo, e eu pago pelas duas motos, mas como o processo é pensado para carros, se espera que passe um veículo de cada vez, o que faz com que mesmo que nós paguemos pelas duas ao mesmo tempo, a liberação do pagamento e da cancela é feita individualmente. Como o troco é quebrado, voltam um monte de moedas, que vão para o fundo do bolso da jaqueta... Já tiraram moeda do fundo do bolso de uma jaqueta de moto??? Não dá para usar para o próximo pedágio...
Ao final, demoramos mais para passar pelo pedágio que um carro comum, e vai fazendo aquela filinha de motoristas ansiosos, acelerando, dando aquela avançadinha, como se isso fosse ajudar o dinheiro sair do bolso, ou o óleo sair do chão...
Outra vez, passamos por esta experiência, mas com mais de 50 motos, em um passeio da Harley (HOG). Nem todos tinham o vale-pedágio, que pode ser comprado com antecedência para simplificar o processo, e o resultado foi uma tremenda confusão para todas as motos passarem pelo pedágio. Será que se eu precisar (toc-toc-toc) de reboque por pneu furado ou algo parecido, os aparelhos das estradas estarão adaptados para carregar uma moto? Guinchos foram feitos para carregar carros, tem de ser adaptados para levantar e segurar uma moto em suas costas...
Ficarei feliz quando puder instalar um dispositivo para poder passar direto nos pedágios... ah, eles também foram feitos para carros, né?
Bom, mesmo assim, passamos ilesos por todas as praças de pedágio da Marechal Rondom, e direto pelas da Castelo, e no mais foi só curtir a viagem.
Na volta, pegamos um pouco de garoa em S.Paulo, e muito vento na estrada, culpa de uma frente fria que estava chegando... Saímos de Bauru com um calor de mais de 30 graus, chegamos com 15... do suor ao frio em 300Km.
Algo interessante para quem for fazer a logística de viagem: Conforme voce vai se afastando de S.Paulo, os postos de gasolina vão ficando mais distantes...
A minha Heritage, com seu tanque de 5 galões, tem uma autonomia de mais de 300Km, porém a XR1200 de minha esposa, com seu tanque de 13,&^$@$# litros (4 galões), não consegue fazer a mesma façanha... perder um posto pode significar pane seca, pois quando o painel indicar reserva (cade o marcador de combustível??? A moto custou caro!!!), o próximo posto pode estar longe demais. Acabamos, por este motivo, tendo uma melhor medida da autonomia da moto dela, e ela passou dos 200Km, que é mais que suficiente... Para mim, passar disto, mesmo com a moto tendo ainda 1/3 de combustível no tanque, no caso da minha, começa a comprometer o conforto da viagem, e consequentemente a segurança. Começamos e nos preocupar mais com o que dói no corpo, que com a estrada... Nada justifica o tanquinho miserável da XR1200 (nem da 883), mas o ideal para nós é de que passando de 150Km de estrada, primeiro bom posto entramos e abastecemos... A viagem fica mais agradável desta forma.
Sobre as motos? Só alegria...
Ainda não andei na XR, mas a Heritage tem torque infinito, velocidade mais que suficiente, estabilidade (lembrando que é uma Custom), sempre sobrou cabo no acelerador para uma puxada mais forte... banco super confortável, para mim e para o garupa, o peso ajuda a segurar os ventos e a instabilidade quando ultrapassamos caminhões e onibus... o que mais esperar de uma estradeira? Bom, ainda preciso colocar um para-brisas, e as maletas laterais... fora isto, é perfeita!!!
Assim que levar as motos na revisão comento como foi o atendimento deles.

Abraço e até a próxima,
Maurício

sábado, 11 de setembro de 2010

Feriado em Bauru? Só se for de motoca!!!

Ahhhhhhhh, estrada!!! Como é bom um passeio só na estrada!!!



Eu fui a Bauru à trabalho! Mas trabalhar no feriado, significa ir de moto!!

Saimos sexta à tarde na tentativa de evitar o congestionamento do feriadão. Rodoanel, tranquilo e árido como sempre e a Castello, movimentada até Alphaville, mas sem intercorrências!! Babi estreando a garupa da moto nova, um solzão e um calor de rachar e lá fomo nós.


É engraçado, pois a Castello foi a primeira grande estrada da minha vida. Quando criança vinhamos do interior de SP onde moravámos visitar a família no Rio de Janeiro pela IMENSA Castello, que hoje se mostra uma pista pequena de duas faixas após a saída de Campinas. Boa, mas longe de ser o estradão que eu tinha na memória.

A viagem foi tranquila, exceto pelo fato de eu ver uma placa de Graal há 16km e não parar no próximo posto. Bem, o Graal era do outro lado da pista, sem retorno fácil e dali veio a saída para a Castelinho, em Botucatu, e depois para a Mal Cândido Rondon e... nada de posto. Andamos 60!! Sessenta quilometros sem aparecer um posto. Eu estava surtando pois minha moto não tem marcado de combustível (pasmem!) e uma autonomia ridícula.

Após o pedágio, que moto paga(!), fomos informados que havia um posto há cerca de 20km. Bem, minha na moto cabem 13 litros, entraram quase 11!! E nessas, anoiteceu!!


Ui, que medinho! Nunca andamos à noite, mas eu... ADOREI!! Eu gosto de guiar à noite, o farol da Bonita é ótimo e chegamos com tranquilidade a quente e bela Bauru às 20h!! Lá encontramos o dono do hotel que tem uma Goldwind (acho que escreve assim!!) da Honda e, claro, o papo fluiu fácil!!

Voltariamos na segunda, mas o tempo fechou e a temperatura caiu um pouco, então voltamos domingo após minha aula. Uma deliciosa viagem, com muitos cheiros – cana, laranja e finalmente, na altura de Itu, um cheiro delicioso de relva, quase como lavanda nos acompanhando.

Mas após a saída para sorocaba.... Demos de cara com a frente fria do final de semana! Um vento frio, uma névoa fina, somado à nossa vestimenta verão (só camiseta e a jaqueta), foi uma combinação que fez os últimos 50km paracerem 300!!


Mas chegamos bem e tirando o susto na entrada do condomínio em que o porteiro não abriu a cancela e Maurício quase tombou com Babi (até ela pôs o pé no chão!), foi tudo maravilhoso!!


A exposição é parte do jogo, frio, chuvisco, noite, e tudo curtindo o passeio e aprendendo mais e mais sobre as bonitas!!! Aliás, em 2 meses de motcoa, já rodamos 1.700km!! Hora da revisão!!


Um abraço
Alessandra