quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mil Milhas de Prazer

Mais uma viagem de moto para o interior do estado de São Paulo, desta vez para Bauru.
Cerca de 320Km de distância, fizeram com que as motos totalizassem 1.7 mil Km...
A quilometragem de revisão inicial das Harleys é de 1.6 mil Km... pode parecer um tanto estranho, principalmente para os acostumados a notações decimais, ter um veículo cujas paradas para manutenção programada sejam aos 1.600Km, e depois a cada 8.000Km... Uééé, diriam, porque não 1.000 (ou 1.500Km), e depois 10,000Km???
Simples diferença entre DNA... As Harleys, com sua ancestralidade americana, tem toda sua engenharia baseada na unidade de medida dos gringos, ou seja, polegadas, milhas, galão, etc...
Os tanques de combustível são de 4, 5, 6 galões, e isto nos dá números quebrados quando transformamos essas unidades para litros, metros, kilometros, etc. Ferramentas então, nem se fale... tente usar suas ferramentas métricas nos parafusos de uma Harley. Ou melhor, NUNCA tente fazer isto, para o bem de seus parafusos, de sua moto, de sua ferramenta.
Uma milha é algo perto de 1.600 metros, 5 milhas 8 kilometros... por aí já dá para ver o porque das paradas de manutenção fora do nosso esperado, mas totalmente em linha com alguém que pensa na unidade deles...
E quando voce começa a fazer a conta inversa, às vezes algumas coisas interessantes aparecem, e começo a me perguntar quantas vezes nós arredondamos os números para facilitar a vida... quer um exemplo?
Um galão é algo como 3.6 litros... Faz todo o sentido do mundo para nós um carro precisar de 4 litros de óleo no motor... mas se o motor foi projetado nos EUA, litro não é referencia para eles... que tal um galão de óleo, ao invés de 4 litros??? Faz sentido, né? Será que estamos colocando mais óleo no motor, só para ajustar medidas que nasceram diferentes?
Bom, voltando à viagem, já disse aqui que gosto de ir ao interior de S. Paulo, pois todas as estradas (tirando as federais, que recentemente foram concedidas, e que ainda são um conjunto de buracos tapados) são um exemplo a ser seguido em termos de manutenção. Muitas delas não cobram pedágio para as motocas, o que é um alívio, especialmente porque as praças de pedágio não foram preparadas para se receber motocicletas.
No caminho para Bauru, usamos a excelente Castelo Branco, até chegarmos na Marechal Rondom. A primeira não cobra pedágio, e a passagem como sempre é feita pela lateral direita da praça, num corredor estreito.
Já na Marechal Rondom, tivemos que parar como todo e qualquer veículo. O procedimento é simples: Voce vai parando ao lado da cabine, mais preocupado com as poças de óleo que ficam depositadas alí do que com qualquer outra coisa... abre o capacete, tira a luva, pega a carteira no bolso da jaqueta, e paga o pedágio... como andamos em duas motos, cada uma para de um lado da poça de óleo, e eu pago pelas duas motos, mas como o processo é pensado para carros, se espera que passe um veículo de cada vez, o que faz com que mesmo que nós paguemos pelas duas ao mesmo tempo, a liberação do pagamento e da cancela é feita individualmente. Como o troco é quebrado, voltam um monte de moedas, que vão para o fundo do bolso da jaqueta... Já tiraram moeda do fundo do bolso de uma jaqueta de moto??? Não dá para usar para o próximo pedágio...
Ao final, demoramos mais para passar pelo pedágio que um carro comum, e vai fazendo aquela filinha de motoristas ansiosos, acelerando, dando aquela avançadinha, como se isso fosse ajudar o dinheiro sair do bolso, ou o óleo sair do chão...
Outra vez, passamos por esta experiência, mas com mais de 50 motos, em um passeio da Harley (HOG). Nem todos tinham o vale-pedágio, que pode ser comprado com antecedência para simplificar o processo, e o resultado foi uma tremenda confusão para todas as motos passarem pelo pedágio. Será que se eu precisar (toc-toc-toc) de reboque por pneu furado ou algo parecido, os aparelhos das estradas estarão adaptados para carregar uma moto? Guinchos foram feitos para carregar carros, tem de ser adaptados para levantar e segurar uma moto em suas costas...
Ficarei feliz quando puder instalar um dispositivo para poder passar direto nos pedágios... ah, eles também foram feitos para carros, né?
Bom, mesmo assim, passamos ilesos por todas as praças de pedágio da Marechal Rondom, e direto pelas da Castelo, e no mais foi só curtir a viagem.
Na volta, pegamos um pouco de garoa em S.Paulo, e muito vento na estrada, culpa de uma frente fria que estava chegando... Saímos de Bauru com um calor de mais de 30 graus, chegamos com 15... do suor ao frio em 300Km.
Algo interessante para quem for fazer a logística de viagem: Conforme voce vai se afastando de S.Paulo, os postos de gasolina vão ficando mais distantes...
A minha Heritage, com seu tanque de 5 galões, tem uma autonomia de mais de 300Km, porém a XR1200 de minha esposa, com seu tanque de 13,&^$@$# litros (4 galões), não consegue fazer a mesma façanha... perder um posto pode significar pane seca, pois quando o painel indicar reserva (cade o marcador de combustível??? A moto custou caro!!!), o próximo posto pode estar longe demais. Acabamos, por este motivo, tendo uma melhor medida da autonomia da moto dela, e ela passou dos 200Km, que é mais que suficiente... Para mim, passar disto, mesmo com a moto tendo ainda 1/3 de combustível no tanque, no caso da minha, começa a comprometer o conforto da viagem, e consequentemente a segurança. Começamos e nos preocupar mais com o que dói no corpo, que com a estrada... Nada justifica o tanquinho miserável da XR1200 (nem da 883), mas o ideal para nós é de que passando de 150Km de estrada, primeiro bom posto entramos e abastecemos... A viagem fica mais agradável desta forma.
Sobre as motos? Só alegria...
Ainda não andei na XR, mas a Heritage tem torque infinito, velocidade mais que suficiente, estabilidade (lembrando que é uma Custom), sempre sobrou cabo no acelerador para uma puxada mais forte... banco super confortável, para mim e para o garupa, o peso ajuda a segurar os ventos e a instabilidade quando ultrapassamos caminhões e onibus... o que mais esperar de uma estradeira? Bom, ainda preciso colocar um para-brisas, e as maletas laterais... fora isto, é perfeita!!!
Assim que levar as motos na revisão comento como foi o atendimento deles.

Abraço e até a próxima,
Maurício

sábado, 11 de setembro de 2010

Feriado em Bauru? Só se for de motoca!!!

Ahhhhhhhh, estrada!!! Como é bom um passeio só na estrada!!!



Eu fui a Bauru à trabalho! Mas trabalhar no feriado, significa ir de moto!!

Saimos sexta à tarde na tentativa de evitar o congestionamento do feriadão. Rodoanel, tranquilo e árido como sempre e a Castello, movimentada até Alphaville, mas sem intercorrências!! Babi estreando a garupa da moto nova, um solzão e um calor de rachar e lá fomo nós.


É engraçado, pois a Castello foi a primeira grande estrada da minha vida. Quando criança vinhamos do interior de SP onde moravámos visitar a família no Rio de Janeiro pela IMENSA Castello, que hoje se mostra uma pista pequena de duas faixas após a saída de Campinas. Boa, mas longe de ser o estradão que eu tinha na memória.

A viagem foi tranquila, exceto pelo fato de eu ver uma placa de Graal há 16km e não parar no próximo posto. Bem, o Graal era do outro lado da pista, sem retorno fácil e dali veio a saída para a Castelinho, em Botucatu, e depois para a Mal Cândido Rondon e... nada de posto. Andamos 60!! Sessenta quilometros sem aparecer um posto. Eu estava surtando pois minha moto não tem marcado de combustível (pasmem!) e uma autonomia ridícula.

Após o pedágio, que moto paga(!), fomos informados que havia um posto há cerca de 20km. Bem, minha na moto cabem 13 litros, entraram quase 11!! E nessas, anoiteceu!!


Ui, que medinho! Nunca andamos à noite, mas eu... ADOREI!! Eu gosto de guiar à noite, o farol da Bonita é ótimo e chegamos com tranquilidade a quente e bela Bauru às 20h!! Lá encontramos o dono do hotel que tem uma Goldwind (acho que escreve assim!!) da Honda e, claro, o papo fluiu fácil!!

Voltariamos na segunda, mas o tempo fechou e a temperatura caiu um pouco, então voltamos domingo após minha aula. Uma deliciosa viagem, com muitos cheiros – cana, laranja e finalmente, na altura de Itu, um cheiro delicioso de relva, quase como lavanda nos acompanhando.

Mas após a saída para sorocaba.... Demos de cara com a frente fria do final de semana! Um vento frio, uma névoa fina, somado à nossa vestimenta verão (só camiseta e a jaqueta), foi uma combinação que fez os últimos 50km paracerem 300!!


Mas chegamos bem e tirando o susto na entrada do condomínio em que o porteiro não abriu a cancela e Maurício quase tombou com Babi (até ela pôs o pé no chão!), foi tudo maravilhoso!!


A exposição é parte do jogo, frio, chuvisco, noite, e tudo curtindo o passeio e aprendendo mais e mais sobre as bonitas!!! Aliás, em 2 meses de motcoa, já rodamos 1.700km!! Hora da revisão!!


Um abraço
Alessandra

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ribeirão na motoca: a volta

Depois de muito chopp, muita batata frita (gordura e prazer –rs) e um quente final de semana, num lindo domingo de dia dos pais, tiramos as bonitas do hotel e pegamos a estrada!!!



No início a Anhanguera e depois a ótima Bandeirantes (a terceira faixa faz toda a diferença!), num dia claro, de sol, mas com muito, muito vento, o que dificulta sobremaneira a pilotagem. Cansa pois temos que ficar praticamente agarrados na moto (eu, pelo menos!). Desenvolvemos a viagem entre 100-110km, o que é a minha faixa preferida e raramente 120km/h.

Canaviais, laranjais, florestas de reflorestamento de eucalipto e tudo muito plano (uma planura só – kkkk). A paisagem do interior é linda, permite a contemplação e a interiorização. Na moto, o chão tão próximo, o cheiro entrando pelo nariz sem pedir licença, o ar quente que vai ficando frio à medida que chegamos à São Paulo.


No Rodoanel, cheguei a sentir frio mesmo!! Tantos climas, tantas paisagens no mesmo país, ou melhor no mesmo estado. Um Brasilzão de meu Deus que não acaba mais!! Lindo de curtir em paz e com responsabilidade!!!


Agora vamos preparar as mala para Bauru em setembro!!! Até lá!


Alessandra

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Rumo ao Sol

Olá pessoal, como vai?

Último final de semana aproveitamos um evento para fazer um Bate-e-Fica em Ribeirão Preto, pouco mais de 300Km de S. Paulo.
É muito tranquilo planejar uma viagem de moto quando o destino se encontra no interior do estado de São Paulo. Temos grandes estradas, na maioria dos casos em perfeito estado de manutenção, e servidas por uma rede de postos de gasolina e de serviços bem distribuída ao longo dos kilometros.
Escolhi para o caminho de ida a Anhanguera (SP-330), que vai direto até Ribeirão (e segue Minas Gerais afora), assim como preferi reservar um hotel bem próximo à mesma estrada, para facilitar sua localização e a chegada até ele.
A escolha do hotel pode parecer um detalhe insignificante, mas experimente ficar à "deriva" procurando o seu hotel, super bem localizado no centro da cidade, mas distante da estrada, cruzando ruas repletas de carros, com um solzão no capacete, malas, etc? Já tive esta experiencia em um passeio junto com o grupo do HOG, indo para Araraquara, onde o grupo errou a rua, e teve que andar o bocado até chegar no hotel. Prefiro simplificar esta etapa, e se necessário, usar um táxi para ir até onde for necessários, com as motocas seguras no estacionamento do hotel.
Falando da estrada, a Anhanguera está excelente, e conseguimos manter um ritmo bem interessante, principalmente após passarmos por Campinas e Limeira. Entre estas duas cidades, o fluxo é bem urbano, com muitos carros e caminhões transitando entre uma cidade e a outra. Nada que um pouco de atenção, paciencia e cuidado não resolvam.
Depois de Limeira, é só asfalto bem cuidado, poucos carros, e os tradicionais caminhões de cana indo de um lado para o outro...
E aqui vai um alerta: Caminhões de Cana, cuidado com eles... são grandes, correm muito quando estão vazios, e fazem uma porcaria na estrada quando estão cheios. Na ida pegamos eles vazios, e na volta, muitos deles estavam levando sua carga da região de Ribeirão para outro lugar, deixando não somente palha de cana pela estrada, mas também em várias situações tivemos que desviar da própria cana espalhada pelo chão. Fiquei bem apreensivo com isto, pois nunca se sabe o que pode acontecer ao passar por sobre eles... mas passamos bem por todas as ocorrências.
Outro ponto que deve ser levado em conta é o vento... ô região que venta!!! No caminho de ida até que não foi tão forte, mas na volta, especialmente por estarmos sem as bolhas (moto nova, pouco dindin... está na lista do Papai-Noel), manter velocidades de 120Km/h se mostrou muito cansativo, e por vezes até perigoso. Resolvi então impor um ritmo um pouco mais leve, pois no final das contas, chegar rápido é o que menos importa, o que eu foco é a Experiência.
Preferi na volta fazer outro caminho, indo de Anhanguera até perto de Campinas, e depois pegando a Bandeirantes até o Rodoanel. Ambas estão em excelentes condições, mas que diferença faz uma faixa de rolagem a mais para o transito fluir mais tranquilamente. Quem puder, opte pela Bandeirantes sempre que possível, pois a diferença é significativa.
Uma outra grande vantagem dessas duas estradas, comparadas com as que vão para o Sul ou para o Rio, é o fato de motocicletas não pagarem pedágio. Já viu quanto custa ir de Sampa para Ribeirão de carro? A única coisa que é ridícula é a faixa que reservam para a motocicleta passar na praça do pedágio... tem que fazer prova de contorcionismo para passar com moto grande e pesada. Não tem forma melhor de garantir que os carros não vão passar por alí? Parece algum tipo de castigo:Ah, quer passar de graça? Então vai ter que se contorcer aí no zigue-zague... OK, fazemos isto! Mas não precisava, né?
No fim, fica a dica deste excelente passeio para um final de semana, cuja viagem dura cerca de 4 horas em cada direção (mais ou menos dependendo do ritmo nas estradas e do tempo nas paradas). Estrada excelente, distância apropriada, chopp mais que gelado! Curta sem moderação! Ah, dê o exemplo, vá de táxi beber o seu chopp!

Até mais,
Maurício

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ribeirão na motoca - parte 1: a ida

Depois de um longo e tenebroso inverno sem placa nas motos (o que só nos permitia passeios pequenos), finalmente as placas chegaram na Harley – o gordo (FAT) e a fada (FAD)!! Medinho de ir até a Av Bandeirantes emplacar a moto, mas quem queria ir até Ribeirão tinha que passar por isso.



A Marginal não é fácil, ainda mais numa sexta-feira e a Bandeiranrtes menos ainda, mas lá fomos nós.


Um resto de trânsito da manhã (andei no corredor!!!!! Que emoção!!!) e chegamos sem intercorrências na revenda. Aqui, um parênteses: andar no corredor é uma delícia quando o trânsito está parado!! É tranquilo, não fossem os motoboys empurrando a gente e gritando no nosso ouvido, sem se importar com o fato de nossa moto ser enorme e mal caber no espaço!!! É a única coisa desagradável!


A saída até a Castello foi tranquila e depois só alegria!!! O feio e árido Rodoanel e a Anhanguera!!! Uma delícia de estrada. Seu único defeito é ter duas pistas somente e em alguns momentos ela fica muito urbana. Mas é uma boa pista, com ótimas curvas de alta. Perfeito para acostumarmos com as bonitas.


Até Jundiaí o dia estava meia boca e friozinho. Mas depois.... Só solzão!! Um calorzinho gostoso e uma viagem super tranquila, até o km 239, quando pegamos um acidente que fechou todas as faixas da estrada!!! Aí o calor ficou insuportável!!! Tentamos ir pelo corredor, mas tinha muito caminhão e estava apertado demais. Daí fomos pelo acostamento até o local do acidente onde tinha um desvio de uns 50m pela terra! TERRRRRAAA!!! De Harley?!? Quase morri de susto, mas foi tudo tão rápido e tranquilo que nem deu tempo de lembrar que detesto terra!!


Logo depois chegamos à bela e quente Ribeirão, ainda de dia e achamos facilmente o Hotel que era perto da estrada!!!


E finalmente..... PINGUIM!!!! De táxi, claro!!!


Um abraço
Alessandra

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Na Terra da Harley

No início do mes, aproveitei uma viagem à trabalho para Miami, e fui visitar uma revenda da Harley, não só para comprar um Sissy-Bar para a minha Heritage, mas também para sentir, em primeira pessoa, o que é uma loja da Harley original.
Fui na noja Peterson's South, que fica na 19825 S. Dixie Highway MiamiFL 33157 (http://www.petersonsharley.com/default.asp). Em primeiro lugar, o que mais impressiona é o tamanho da revenda. Para quem acha a revenda da Av. Bandeirantes grande, a de Miami parece um super-mercado, de tão grande e completa. Tem de tudo em termos de motos, acessórios, roupas, além daqueles motoqueiros que voce pensa que só existem nos filmes, tomando café da manhã e falando de motos, digo, de Harleys.
Outra coisa interessante é que, tanto do lado de dentro quanto do lado de fora do balcão, vc escuta pessoas falando em portugues (espanhol nem conta!). A confraria de brasileiros por lá fazendo comprinhas é grande.
Além do atendimento muito bom, o preço acaba compensando.
A instalação foi super tranquila, basta ter as ferramentas adequadas (chaves tork, etc.). E o conforto desse Sissy-Bar, comparado com os da 883 é incomparável.
A recomendação fica para o destacável, que pode ser retirado quando estiver andando sozinho. E vale a pena tirar mesmo, pois como ele é bem grande, parece um freio aerodinamico te segurando na estrada.
Comprei o modelo que vem com as tachinhas laterais, que são de gosto até questionável (e não discutível), mas que fazem um par perfeito com o assento do piloto.
Agora a moto está quase completa, faltando apenas parabrisa, malas laterais, gps, ...
E assim vai se customizando a motoca!
Abraços,
Maurício

terça-feira, 13 de julho de 2010

PASSEIOZÃO!!!

Feriado de 09 de julho, dia lindoooooo, o sol brilhando sem sombra de nuvens, um calorzinho gostoso de inverno brasileiro. Pronto! Dia de passear de motoca!



Saimos umas 10 horas de casa, pois não queríamos pegar trânsito de saída de feriadão. Abastecemos e pegamos a Raposo sentido interior. Até Vargem Grande Paulista, a Raposo é chatinha, pois tem muito trânsito, é muito urbana e as pessoas não respeitam moto.


Depois de Vargem, aí é só alegria. Pouco trânsito, muitas curvas. É uma estrada profissa!!! Mas, perfeita para nós pegarmos o jeito das motocas novas. Curva para lá e para cá, numa paisagem linda de montes e vales verdes e chegamos a São Roque. Daí para frente, a estrada fica cada vez mais bonita, menos movimentada e a cada curva vou me adaptando mais à minha bonita!!!


Chegamos à Sorocaba e o sol já brilhava forte, então retornamos e voltamos pela Castello, essa sim, minha estrada favorita. Pouco movimento no sentido São Paulo, deu para esticar um pouquinho a velocidade – 110, 115km/h, que é baixa para o tipo de moto que tenho, mas é perfeita para mim. Ando de moto para curtir a paisagem e essa é a minha velocidade ideal.


A idéia era parar para um bolinho de bacalhau no 53, mas o trânsito estava parado no sentido interior, então abortamos o plano e fomos direto para casa.


Cheguei morta de fome, mas com a deliciosa sensação de um passeio longo, com a moto se comportando muito bem,eu me adaptando às diferenças e me acostumando que ela reclama em baixa, mas aguenta, que ela retoma velocidade tão bem quanto à Bandit, eu só tenho que acelerar mais. E com a maravilhosa sensação de que fiz uma boa troca e que estou cada dia mais apaixonada pela minha motoca.


Balanço do dia: 250km de harmonia comigo e com minha moto.


Alessandra

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Uma Grande Moto!

Nada como colocar alguns kilometros na motoca para sentir suas características, interagir melhor com ela, saber suas reações, e nossa reação com ela.
Posso agora fazer alguns comentários sobre minha nova Heritage, que são o retrato das minhas primeiras impressões. Para resumir a experiência, temos aqui Uma Grande Moto!!!
Mais do que uma moto grande e pesada, que também é uma característica de toda Harley, a sensação andando com esta moto é que, à partir do momento em que ela está em movimento, temos um conjunto totalmente focado em proporcionar prazer. Isto é absolutamente verdadeiro, desde que respeitemos sua vocação: é uma moto estradeira, e gosta mais de retas e curvas abertas, em asfalto de qualidade...
Buracos, curvas fechadas, transito... estão fora de seu DNA... dá para usar na cidade? Claro, mas sem prazer algum... será uma moto que pesa e que esquenta muito...
Como eu comprei esta moto para andar pelas estradas de S.Paulo e estados vizinhos, priorizando o interior, e tanto sozinho quanto com garupa, tenho nela a combinação perfeita.
Pesada sim, porém equilibrada. E que motorzão!!! Um torque gigantesco em todas as velocidades/rotações, bem como velocidade suficiente para minhas necessidades (não tenho interesse de ser um Jaspion). E se considerarmos peso pelo seu aspecto positivo, como é bom ter uma moto pesada quando se tem vento forte, ou até mesmo ao ultrapassar um caminhão ou onibus...
Além disso, o peso é bem compensado pelo fato de ser uma moto baixa, onde podemos colocar o pé inteiro no chão quando parado.
A suspensão traseira é um capítulo à parte, muito confortável, mesmo quando com garupa (a 883 chegava ao seu limite facilmente).
Acabo de incluir em sua lista de comodidades um sissy-bar muito confortável... quando incluir o parabrisas, vai ficar quase completo.
No final, o que mais importa... moto e motoqueiro em harmonia!
Isso que é Experiência!

Até a próxima.

terça-feira, 29 de junho de 2010

CAFÉ COM BACALHAU

Depois de um longo mês sem andar de moto, com uma sequencia de chuva e viagens, domingo finalmente colocamos as bonitas na estrada.


Moto nova, ainda em fase de adaptação. Por isso fizemos um passeio ligth que adoramos, uma “voltona no quarteirão”.

Saimos cedinho de casa , pegamos a Raposo, rodoanel e Castello, onde fomos surpreendidos por uma névoa relativamente intensa que jogou a temperatura lá para baixo. Cheguei a passar um friozinho.

É engraçado, a Bandit tinha uma bolha minúscula, mas só agora que a moto está sem bolha é que vejo como a semi-carenagem fazia diferença.

Fomos até o km 53 onde tem um restaurante de bacalhau MARAVILHOSO. Comemos um bolinho com um café e pronto!! Estava feito o passeio. Voltamos por uma Castello já ensolarada, numa deliciosa manhã de sol, onde as motocas povoavam a estrada.

É um passeios de cerca de 100km, perfeito pra um bate e volta simples de domingo e para a adaptação às motos novas. A minha é muito parecida com a anterior. Ela é um pouco mais nervosa em baixa rotação, fica pedindo marcha mais que a Bandit.

Eu ainda me perco um pouco com os comandos, tipo seta e buzina e que me desculpem os Harleiros: o som da Harley é lindo quando a moto está parada, mas numa acelerada forte para retomar velocidade emm 5ª marcha, o vrrrrrrr da Bandit é inesquecível.

Estou gostando muito da minha moto, ela vem superando as minhas expectativas, se mostrando leve para dirigir, valente na estrada e boa de curvas.

Esse é a minha definição de um domingo perfeito!!!



Alessandra

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Momento de Mudança

Olá pessoal,

Faz tempo que não faço um post por aqui. A vida anda muito corrida ultimamente.
Queria ter falado das viagens que fizemos, dos estudos e da logística que resultaram em um caminho, uma estrada, uma pousada, adiantar a saída de um lugar pelo risco de chuva, enfim, o básico do planejamento aplicado a uma viagem de motocicleta.
Mas o tempo corre muito rápido e quando vemos, aquele assunto, que poderia fazer sentido, já não faz mais... a vida segue.
E com a vida temos as mudanças. Mudanças de emprego, mudanças de hábitos alimentares, e porque não, mudança de motocicleta.
Por algum tempo, imaginei que passaria bastante tempo com minha Harley, e que durante este tempo faria algumas customizações para deixá-la do jeito que eu gosto.
Além dos acessórios de praxe, como sissy-bar, windshield, mata-cachorro, pedaleira, queria acrescentar mais potência ao motor de minha 883.
Sempre gostei muito de minha moto, porém sempre achei que faltavam 3 ingredientes na minha moto: potencia, autonomia, e conforto.
Conforto é um componente independente, que tem seus acessórios próprios, e que pode ser tratado de forma independente. Um conjunto de amortecedores Progressive, um banco com mais espuma para o garupa (que não aumente a altura do banco do piloto), e temos uma moto mais confortável... sem afetar outros aspectos da moto.
O mesmo não acontece com os outros aspectos que queria mudar na minha HD... Potencia e autonomia estão muito relacionados. Aumentar a potencia do motor, seja com mudanças mais simples como o Estágio 1 (escape com maior fluxo de ar, filtro de ar esportivo, e re-programação de injeção eletrônica), seja com mudanças maiores, como o aumento da cilindrada (um kit 1200 ou 1250, por exemplo), naturalmente gerariam aumento de consumo, impactando a já sofrível autonomia da Sportster.
E como aumentar a autonomia de uma moto? Simples: ou se faz ela gastar menos ou se aumenta o tanque de combustível. Gastar menos quando se busca aumento de potência é absolutamente inviável (ou voces acham que um motor maior consome menos???)... a única saída seria aumentar o tamanho do tanque para não somente compensar o aumento de potência, mas também conseguir a tão sonhada melhor autonomia.
E lá vou eu, procurar na Internet kits de motor, tanques maiores, race tuners, mapas de injeção para nossa sofrida gasolina... até me dar conta (confesso que gastei um bom tempo escolhendo todos os componentes desta aventura) que estaria trocando praticamente tudo na minha tão adorada moto.
E, num momento de lucidez, parei para pensar: porque estou trocando quase tudo na minha moto? Será que ela está toda errada? Ou será que eu espero dela algo que ela não foi concebida para fornecer? Adivinhem qual foi a conclusão? Bingo!
Infelizmente, vivemos em um país (que o Tite chama corretamente de Lisarb) com poucas opções (está melhorando bastante), e onde se faz várias escolhas baseado em "quanto custa", ao invés de "o que eu preciso"... e assim acabamos adquirindo uma moto, feita originalmente para uso urbano, com conforto e autonomia para percursos urbanos e andando sozinho, e usamos essa mesma moto para viagens em estrada, as vezes com garupa (que reclama com razão do banco pequeno e duro), e reclamamos que a moto não atende as expectativas... Quem não atende as expectativas??? A moto ou voce que escolheu errado?
Pois bem, finalmente eu cheguei a conclusão (Genius!) que ao invés de trocar quase todos os componentes de minha moto, e ainda assim continuar com uma moto urbana (não iria mudar o chassis também, né?) anabolizada, estava mais que na hora de mudar de degrau.
Porque não unir o melhor dos dois mundos... ter uma moto verdadeiramente estradeira, com conforto, autonomia, potência (mais torque que potência), com bastante espaço para customizar e fazer dela a minha moto (não é a essencia da customização?)...
Fui com minha esposa na revenda da Harley, ela para trocar a Bandit que, apesar de ser sua paixão em forma de moto, cobra toda emoção que gera em forma de seguro astronômico, e eu para encontrar uma moto que fosse essencialmente o que eu queria em uma moto.
Ela ficou com uma XR1200, eu com uma Heritage Custom... Ela continuou com uma moto esportiva, porém com um seguro viável, e eu com uma moto Custom, porém com suspensão, motor, tanque de combustível, chassis, e toda moto feita para andar em estrada com conforto. Enfim, ao invés de gastar dinheiro fazendo da minha moto aquilo que ela nunca seria, vou gastar dinheiro para colocar aquilo que tiraram dela... Transformando a Heritage Custom em Heritage Classic... sem pagar uma fortuna nos acessórios... nada que um sissy-bar, maletas laterais, wind-shield não resolvam...
A mesma lógica e coerencia que aplico ao planejamento dos passeios, finalmente apliquei à escolha da moto...
Agora é só esperar pela entrega das motos, e curtir a vida sobre uma Harley...
Nos vemos na estrada!
Maurício

terça-feira, 27 de abril de 2010

Só na motoca!!!

É isso aí!!! De motoca nova!!!

Como diz o pessoal da Harley, um dia você ainda vai ter uma! pois é, acabei tendo mesmo!! Rs

Foi uma troca racional, mas estou muito feliz.O seguro da Bandit é abusivamente caro!!! Pelo pouco que eu ando e me exponho não vale a pena.

Então troquei minha "Bandida" por um Harley xr1200, a moto menos custom da Harley. Muito parecida no  estilo de pilotar com a minha, até porque essa pilotagem tiozão com os pés lááááá na frente não faz minha cabeça.

Sei que meio que andei de lado ou até para trás, mas é uma moto nova, muito bonita, com um bom motor e boa ciclistica. E mais uma moto preta - como todas as que já tive. Mas agora já metabolizei meu luto e é só alegria!!!

Acho que em 15 dias elas estão conosco. Ah, sim!! ELAS, porque o Maurício pegou uma Heritage 1600cc. Essa sim, um motão!! Enorme, maravilhosa, mas muito tiozão!!! Rs

Fora o friozinho na barriga e  um medinho pois ela é bem mais pesada, estamos contando os minutos para a chegada das bonitas.

Paseio agora, só de moto nova!!!

Só estrada....
Alessandra

terça-feira, 20 de abril de 2010

Coisas simples

Ahhhh!!! Passeios simples!!! Como são gostosos!
Sair de moto, cair na estrada, passar horas absorvendo a natureza tão próxima, ali, poucos centímetros dos seus pés é incrível.

Mas às vezes, espremido na correria do dia a dia, acordar domingo de manhã, com aquele sol maravilhoso, pegar as motocas e sair para tomar um café da manhã, com o tempo lento do dia de folga é também revigorante.

Moramos na Granja Viana e um passeio simples que gostamos de fazer é ir tomar café em Alphavile.

Pegamos a Raposo,  sempre cheia de carros e ônibus que veem no motociclista um inimigo e reduzem o prazer de uma estrada com muito verde e pouco vento.Logo caimos no Rodoanel. Esse sim, puro vento, asfalto e favelas. Uma paisagem árida e um estrada que não acrescenta muito.

E então, chegamos a uma das minhas preferidas, a Castello Branco. Pista boa, paisagem que complementa e desenvolvemos uma boa velocidade. Pena que só um pedacinho e já entramos em Alphavile. Após o cafezão no Franz Café, um pouco de preguiça ao sol e voltamos para casa.

Dá uns 50km no total, mas já faz aquela diferença na semana.

Outro passeio que gostamos muito é aldeia da serra, mas isso já é assunto para outro post.

E torçam.... Pois acho que teremos motocas novas no pedaço!!!
Boa semana
Alessandra

terça-feira, 30 de março de 2010

Últimos dias!!! Está acabando!!

Os dias em Santo Antônio do Pinhal foram de paz!! Maravilhosos. Muito descanso, muito filme (pirata??!?!!) no DVD e muito passeio a pé pela encantadora cidade.


A pousada é perto do centro e descíamos para explorar a cidade, o que foi uma delícia, pois finalmente a chuva tinha dado uma trégua.


No dia de voltar para casa, até o sol veio nos sorrir!! A visão da estrada de acesso (serrinha) com o sol brilhando entre as brumas da manhã foi de tirar o fôlego. Um vento fresco soprava e a conecção com a natureza se fez mais intensa.


Após um lanche rápido no Frango assado da Carvalho Pinto pegamos a D. Pedro I para fugir da marginal do Tietê. No início o caminho é lindo, com pontes, muito verde e a represa de Igaratá nos encantando a vista. Só que não acaba nunca... Andamos, andamos e já cansados chegamos a Campinas, onde o sol brilhava intensamente e o trânsito estava bem pesado. E finalmente, a Rodovia dos Bandeirantes – de volta ao início – tranquila, ampla, 120km/h constantes e ... CASA!!!


Saldo total: 950km de emoção e diversão puras e de qualidade.


Até a próxima


Alessandra

domingo, 21 de março de 2010

Preparação para a Viagem

Depois de vários passeios (solo, ou com o grupo do HOG) do tipo Bate-e-Volta, decidimos que já era hora de fazermos um passeio mais elaborado, do tipo Bate-e-Fica. E começamos logo com um passeio de uma semana.
Experiência em montagem de passeios deste tipo? Bom, já lí muito a respeito, principalmente pesquisando em sites de motos, além de ter estruturado algumas viagens de carro, avião, etc. Ou seja, nada que não pudesse ser feito com um bom nível de qualidade, e acima de tudo, segurança.
Comprei uma mala para prender no Sissy-bar de minha Harley, mas não chegou a tempo da viagem. Na verdade, já se foram uns 6 meses que comprei a tal da mala, a loja já enviou uma segunda, e esta outra também ainda não chegou. Mas isto é assunto para outro post.
Sem a tal mala, tive que improvisar duas mochilas do tipo back-pack, amarradas no sissy-bar. Talvez não tenha ficado a coisa mais linda do planeta, mas funcionou perfeitamente e consegui levar tudo que eu necessitava para a viagem. Para a moto da Alessandra, compramos um Bauleto Givi bem legal. Como todos os acessórios das motos, fui eu mesmo que instalei. Prefiro assim. Melhor apanhar um pouco, ter que comprar algumas ferramentas (nada do que se tem serve... na Harley então, todos os parafusos são do tipo Torque... mas uma vez tendo a ferramenta, tudo é muito simples e prático, além de gerar uma boa economia de dinheiro).
Bagagem arrumada, motos abastecidas, pegamos a estrada, muita emoção para a primeira de muitas viagens.
Não é simples estruturar um passeio desses sem experiência prévia dos locais, estradas, e usando somente um mapa, um guia de cidades, e da internet.
Queria montar um roteiro que tivesse trechos suficientemente longos que permitissem uma boa experiência de pilotagem, sem ser longo demais, e que se possível fizesse um circuito não repetitivo, ou seja, não fossemos e voltássemos pela mesma estrada. Difícil olhar para uma estrada amarela (secundária) em um mapa e saber se é ou não uma boa opção.
Desta forma, tive que limitar o percurso às principais estradas paulistas, como a Bandeirantes, Anhanguera, Dom Predo I, Fernão Dias, Airton Senna, e incluir um pouco das estradas secundárias que levariam às estâncias que ficaríamos ou que passaríamos.
Outra estratégia que usei para este primeiro "pacote" foi o de irmos aumentando gradativamente o tamanho de cada deslocamento, para pegarmos experiência de forma gradativa, sem exigir demais de nós nem do equipamento. O equipamento eu sabia que aguentaria, mas não queria que a experiência inicial ficasse comprometida pelo excesso de quilometragem. Afinal, mudar uma primeira má experiência é muito difícil.
Nos próximos posts vou comentar como foi cada trecho da viagem.
Até lá,
Maurício

terça-feira, 16 de março de 2010

Eba!!! Mais estrada!!!

Já estavamos no quarto dia de viagem. A pousada Muxarabi em Extrema além de linda proporciona momentos de puro prazer. Fizemos massagem à noite após a ida a Joanópolis e pedimos pizza para comer na frente da lareira enquanto a chuva caia animada.


Acoramos cedo novamente (por volta de 7:30) e decidimos aporveitar o tempo nublado porém sem chuva para irmos embora (a previsão era chuva forte para os próximos dias).

Saímos rapidinho, antes da chuva. Tão rápido que 15 minutos depois tivemos que parar na estrada para rearrumar as mochilas da Harley que estavam caindo. Pegamos a Fernão e uma leve garoa começou a cair. Logo entramos na D. Pedro, na minha modesta opinião a melhor estrada reta que pegamos. Bem conservada e com uma paisagem deliciosa. Lagos, represas e muito verde.

E lá vai o Maurício animado a 120km/h. Eu fiz sinal, dei farol, fiquei para trás e nada... Ele nem percebeu!!! Já estava chovendo mais forte e minha bolha é menor que a dele, o que faz com que eu tome toda a cuva no tórax. Foi ficando muito desconfortável até que parei num posto para avisá-lo e fomos mais devagar.

É engraçado como 10km fazem diferença. Indo a 110km/h tudo ficou ótimo.

Entramos na Carvalho Pinto e logo paramos para almoçar. Depois rumamos para Santo Antônio do Pinhal, pois embora nossa reserva fosse para amanhã, resolvemos arriscar.

O tempo deu uma boa melhorada e esticamos a 120km/h de novo e logo chegamos a rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, uma estrada de pista única, em boas condições.

Campos alagados de arroz vão dando lugar à paisagem serrana, com pastos e boizinhos montanha acima. À nossa frente grandes montanhas cercadas de bruma. Um show!

Subimos um pouco e entramos na rodovia Oswaldo B. Guisardi, onde subimos cerca de 4km praticamente entrando nas brumas. A serra tem curvas de baixa, porém tranquilas e logo chegamos à cidade.

Santo Antônio do Pinhal é uma cidade linda e tranquila, de ruas estreitas e povo hospitaleiro. Após pedir informações, rumamos parao bairro Machadinho com uma subida (para variar...) de 1,5km, com curvas bem apertadas, mas com asfalto todo o tempo e pronto. Chegamos à pousada Villa3 Lagos.

Total do dia: 240km rodados, corpo cansado e mente tranquila.

Alessandra

terça-feira, 9 de março de 2010

Vamos passear!!!

Depois de uma longa noite de descanso, porque depois daquela caminhadona era tudo que queríamos, acordamos animados para passear.


O tempo estava meio chuvoso, mas mesmo assim nos animamos a sair com as bonitas.

A descida daquela serrinha foi mais fácil que a subida. Talvez porque já era um caminho conhecido.

Saimos da cidade e pegamos novamente a Fernão Dias sentido Joanópolis. Poucos kilometros depois já saíamos da estrada rumo a cidade. Um caminho tranquilo, plano, com uma estrada de pista simples, mas razoável.

Chegamos à cidade, paramos na pracinha, demos uma volta e resolvemos ir até a cachoeira – que eu já tinha me informado, era asfalto por todo o trajeto.

E que trajeto... Uma paisagem de tirar o fôlego, com curvas fechadas, mas muito boas de fazer. Cerca de 20km depois, a cachoeira aparece linda e exuberante. O finalzinho era de terra, mas não tinha necessidade de chegar até a água, então abortei o último trecho. Rs

Após tirar as fotos de praxe, voltamos à Extrema, já debaixo de uma chuva fina, comomeos rapidinho para subir a pousada antes da chuva apertar.

Balanço do dia: 130km de pura harmonia com a natureza e com meu interior.

Alessandra

terça-feira, 2 de março de 2010

A CHEGADA

Extrema é uma cidade muito agradável, bem do interior, pequena e amistosa. Tem aquele clima de boas vindas.


Chegamos cedo (bem mais cedo que o previsto – umas 11h da manhã) e claro, o hotel fazia o check in somente ao meio dia.

Nos perdemos um pouquinho na entrada da cidade, mas pedimos informações e logo achamos nosso caminho. Um linda estrada, ladeira acima, cercada de uma vegetação nativa exuberante, que foi ficando cada vez mais exuberante a medida que subíamos uma serra cada vez mais íngreme, cuja estrada foi afunilando, trocando o asfalto por paralelepípedo e para meu desespero, a ausência de asfalto.

Eu preciso fazer um adendo, que é minha história com estrada de terra. Eu tenho pavor!!! Até de carro!! Imagine de moto e com uma moto que não é para isso.

Mas foi o tempo de pensar... Ai meu Deus, que droga! E a terra acabar! Ufa!!! Rs

Mas não é uma subida fácil. O bom é que foi curta. Tudo isso passando na minha cabeça e 3km depois, chegamos.

A pousada era LINDA, no meio da mata e nosso chalé, o último e mais alto. Mais 500m de subida, ms essa não deu para bancar de moto não. Preferimos ir a pé, pois era praticamente uma trilha de curvas fechadas e pedriscos. Era pedir para cair.

Vocês percebam que sou uma motociclista medrosa!! Acho que como neurologista, andar de moto é o máximo de rebeldia que me permito!!! Rs

Bem, mas como chegamos muito adiantados, o dono da pousada gentilmente nos levou até o final da estrada, no topo do morro, onde a vista é de tirar o folego. De um lado vê-se Extrema e do outro Joanópolis, onde as pessoas saltam de asa delta.

Ficamos curtindo a paisagem e depois descemos a pé uns 4km, com a roupa de andar de moto. Claro que ganhei uma bela bolha no pé de andar tanto com a bota.

Mas as férias estavam apenas começando e isso faz parte.

Ao voltar a pousada, tivemos um almoço suntuoso no hotel e fomos ao nosso chalé para o merecido descanso.

Moto para mim é quebrar paradigmas. O medo é natural, mas enfrentá-lo dá aquele friozinho na barriga típico da descarga de adrenalina e aquela sensação de UAU! Eu consegui. Sei que não sou a melhor motocilcista do mundo, mas me divirto muito dentro dos meus limites.

Alessandra

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

FÉRIAS NA ESTRADA – Aí vamos nós

O domimgo amanheceu meio nublado e com medo da chuva saímos bem cedinho. Na verdade, acordamos super cedo por conta da ansiedade com o passeio.

Nunca fiquei tantos dias andando de moto e nem tamanha distância. Andar na estrada é bem mais fácil que na cidade. A minha moto andando é uma pluma, porém parar e estacionar são “momentos de tensão” para mim. Rs

Saímos facilmente de Indaiatuba e pegamos a estrada sentido interior. Logo caímos na D. Pedro, que é linda, porém cansativa, ainda mais porque começava a garoar e tinha obra. Paramos num posto para abastecer e resolvemos torcar de moto. Andamos bem até a Fernão Dias, que é bem pior que a Bandeirantes, mas ainda assim é uma rodovia gostosa de pilotar. A Harley é uma delícia de moto. Mais baixa e mais encorpada, com uma bolha mais protetora, mas a Bandit é mais arisca, mais leve de pilotar e o retrovisor é MUITO melhor. A paisagem já começava a mudar pois estávamos quase na divisa de SP com MG. Paramos novamente e destrocamos. Encontramos um senhor no posto que ficou boquiaberto pela minha moto ser maior que a do Maurício. Ainda há preconceito com mulheres que pilotam...

E logo chegamos ao hotel em Extrema. Mas essa chegada merece um post por si só!!!

Moto é prazer e responsabilidade!!! Só quem anda de moto sabe o quanto carro, ônibus e especialmente caminhão não respeita!!! Mas é um prazer único, um momento de auto-conhecimento e relaxamento. Me sinto livre!!! Isso é demais!

Alessandra

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Férias na Estrada - O início

A viagem começou numa manhã nublada de Setembro. Saimos no sábado junto com um grupo da Harley que iria até Indaiatuba. Como moramos próximo ao Rodoanel, não fomos até SP e esperamos o grupo num posto da Rodovia dos Bandeirantes.

E lá vem eles!!! A visão de 40- 50 motos surgindo no horizonte, com seu barulhão típico é de arrepiar. Passaram por nós, bem rápido, diga-se de passagem, e se foram. Nós e o outro casal que também esperava no posto, saimos roncando os motores atrás do grupo. Uau... 100, 110, 130, 150!!! Caramba, será que eles estão fugindo da gente??? Rs

Mas não estavam. É um grupo mais agressivo na estrada e embora não estivesse acostumada a correr tanto, foi tranquilo alcançá-los e acompanhar o ritmo.

A estrada estava um pouco cheia, mas mesmo assim o caminho foi em paz e cera de 1 hora depois chegamos à Indaiatuba e aí foi só curtir o almoço, tomar um choppinho e aproveitar a tarde para caminhadas pela cidade.

Guardamos as bonitas no hotel, porque amanhã é que a nossa viagem a dois começa de verdade.
                                                                                                                    Alessandra

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Logística da Viagem

Cada um tem um papel, quer seja em uma viagem de motocicleta, quer seja na vida.
Meu papel nesta viagem (sou o menino do casal, rs) foi, além de curtir a viagem, fazer todo o planejamento de distância a ser percorrida a cada dia, hoteis, estradas, enfim, toda a logística para que a viagem se fosse lembrada com felicidade e não com dores nas costas, excesso de kilometragem, etc...

Meu papel neste blog também será o de passar para todos um pouco desta visão e experiência de como estruturar uma viagem agradável.

Coloquem o capacete, luvas, jaqueta, pois a viagem está começando!

FÉRIAS NA ESTRADA

Andar de moto é uma experiência fantástica!!! Sentir o vento direto no rosto, a paisagem ao vivo tão próxima, o chão a uma distância mínima dos seus pés. É de tirar o folego.


Eu dirijo carro há mais de 20 anos e é como se ele fosse uma extensão do meu corpo. Com a moto, ainda sou ceromoniosa! Piloto há cerca de 5 anos. Tenho um respeito por ela, o que me mantém atenta e alerta por todo o passeio. É quase uma meditação ativa. Foco, presença. Um estado de plenitude.

Bem, sou a menina do casal!!! Meu marido tem uma Harley 883 e eu tenho uma Bandit 1250! Um motão! Linda e uma dama. Uma moto esperta, porém que respeita meus limites. Leve e muito tranquila de pilotar. Parece loucura o que vou dizer, mas é uma moto perfeita para mulheres que se aventuram sobre duas rodas.

Voui contar nos próximos posts, nossas férias sobre rodas. Tiramos uma semana e fomos passear pelo interior de São Paulo e um pouquinho de Minas Gerais nas nossas bonitas.

Foram 950km de muito prazer e diversão pelas estradas. Um luxo!!!