terça-feira, 30 de março de 2010

Últimos dias!!! Está acabando!!

Os dias em Santo Antônio do Pinhal foram de paz!! Maravilhosos. Muito descanso, muito filme (pirata??!?!!) no DVD e muito passeio a pé pela encantadora cidade.


A pousada é perto do centro e descíamos para explorar a cidade, o que foi uma delícia, pois finalmente a chuva tinha dado uma trégua.


No dia de voltar para casa, até o sol veio nos sorrir!! A visão da estrada de acesso (serrinha) com o sol brilhando entre as brumas da manhã foi de tirar o fôlego. Um vento fresco soprava e a conecção com a natureza se fez mais intensa.


Após um lanche rápido no Frango assado da Carvalho Pinto pegamos a D. Pedro I para fugir da marginal do Tietê. No início o caminho é lindo, com pontes, muito verde e a represa de Igaratá nos encantando a vista. Só que não acaba nunca... Andamos, andamos e já cansados chegamos a Campinas, onde o sol brilhava intensamente e o trânsito estava bem pesado. E finalmente, a Rodovia dos Bandeirantes – de volta ao início – tranquila, ampla, 120km/h constantes e ... CASA!!!


Saldo total: 950km de emoção e diversão puras e de qualidade.


Até a próxima


Alessandra

domingo, 21 de março de 2010

Preparação para a Viagem

Depois de vários passeios (solo, ou com o grupo do HOG) do tipo Bate-e-Volta, decidimos que já era hora de fazermos um passeio mais elaborado, do tipo Bate-e-Fica. E começamos logo com um passeio de uma semana.
Experiência em montagem de passeios deste tipo? Bom, já lí muito a respeito, principalmente pesquisando em sites de motos, além de ter estruturado algumas viagens de carro, avião, etc. Ou seja, nada que não pudesse ser feito com um bom nível de qualidade, e acima de tudo, segurança.
Comprei uma mala para prender no Sissy-bar de minha Harley, mas não chegou a tempo da viagem. Na verdade, já se foram uns 6 meses que comprei a tal da mala, a loja já enviou uma segunda, e esta outra também ainda não chegou. Mas isto é assunto para outro post.
Sem a tal mala, tive que improvisar duas mochilas do tipo back-pack, amarradas no sissy-bar. Talvez não tenha ficado a coisa mais linda do planeta, mas funcionou perfeitamente e consegui levar tudo que eu necessitava para a viagem. Para a moto da Alessandra, compramos um Bauleto Givi bem legal. Como todos os acessórios das motos, fui eu mesmo que instalei. Prefiro assim. Melhor apanhar um pouco, ter que comprar algumas ferramentas (nada do que se tem serve... na Harley então, todos os parafusos são do tipo Torque... mas uma vez tendo a ferramenta, tudo é muito simples e prático, além de gerar uma boa economia de dinheiro).
Bagagem arrumada, motos abastecidas, pegamos a estrada, muita emoção para a primeira de muitas viagens.
Não é simples estruturar um passeio desses sem experiência prévia dos locais, estradas, e usando somente um mapa, um guia de cidades, e da internet.
Queria montar um roteiro que tivesse trechos suficientemente longos que permitissem uma boa experiência de pilotagem, sem ser longo demais, e que se possível fizesse um circuito não repetitivo, ou seja, não fossemos e voltássemos pela mesma estrada. Difícil olhar para uma estrada amarela (secundária) em um mapa e saber se é ou não uma boa opção.
Desta forma, tive que limitar o percurso às principais estradas paulistas, como a Bandeirantes, Anhanguera, Dom Predo I, Fernão Dias, Airton Senna, e incluir um pouco das estradas secundárias que levariam às estâncias que ficaríamos ou que passaríamos.
Outra estratégia que usei para este primeiro "pacote" foi o de irmos aumentando gradativamente o tamanho de cada deslocamento, para pegarmos experiência de forma gradativa, sem exigir demais de nós nem do equipamento. O equipamento eu sabia que aguentaria, mas não queria que a experiência inicial ficasse comprometida pelo excesso de quilometragem. Afinal, mudar uma primeira má experiência é muito difícil.
Nos próximos posts vou comentar como foi cada trecho da viagem.
Até lá,
Maurício

terça-feira, 16 de março de 2010

Eba!!! Mais estrada!!!

Já estavamos no quarto dia de viagem. A pousada Muxarabi em Extrema além de linda proporciona momentos de puro prazer. Fizemos massagem à noite após a ida a Joanópolis e pedimos pizza para comer na frente da lareira enquanto a chuva caia animada.


Acoramos cedo novamente (por volta de 7:30) e decidimos aporveitar o tempo nublado porém sem chuva para irmos embora (a previsão era chuva forte para os próximos dias).

Saímos rapidinho, antes da chuva. Tão rápido que 15 minutos depois tivemos que parar na estrada para rearrumar as mochilas da Harley que estavam caindo. Pegamos a Fernão e uma leve garoa começou a cair. Logo entramos na D. Pedro, na minha modesta opinião a melhor estrada reta que pegamos. Bem conservada e com uma paisagem deliciosa. Lagos, represas e muito verde.

E lá vai o Maurício animado a 120km/h. Eu fiz sinal, dei farol, fiquei para trás e nada... Ele nem percebeu!!! Já estava chovendo mais forte e minha bolha é menor que a dele, o que faz com que eu tome toda a cuva no tórax. Foi ficando muito desconfortável até que parei num posto para avisá-lo e fomos mais devagar.

É engraçado como 10km fazem diferença. Indo a 110km/h tudo ficou ótimo.

Entramos na Carvalho Pinto e logo paramos para almoçar. Depois rumamos para Santo Antônio do Pinhal, pois embora nossa reserva fosse para amanhã, resolvemos arriscar.

O tempo deu uma boa melhorada e esticamos a 120km/h de novo e logo chegamos a rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, uma estrada de pista única, em boas condições.

Campos alagados de arroz vão dando lugar à paisagem serrana, com pastos e boizinhos montanha acima. À nossa frente grandes montanhas cercadas de bruma. Um show!

Subimos um pouco e entramos na rodovia Oswaldo B. Guisardi, onde subimos cerca de 4km praticamente entrando nas brumas. A serra tem curvas de baixa, porém tranquilas e logo chegamos à cidade.

Santo Antônio do Pinhal é uma cidade linda e tranquila, de ruas estreitas e povo hospitaleiro. Após pedir informações, rumamos parao bairro Machadinho com uma subida (para variar...) de 1,5km, com curvas bem apertadas, mas com asfalto todo o tempo e pronto. Chegamos à pousada Villa3 Lagos.

Total do dia: 240km rodados, corpo cansado e mente tranquila.

Alessandra

terça-feira, 9 de março de 2010

Vamos passear!!!

Depois de uma longa noite de descanso, porque depois daquela caminhadona era tudo que queríamos, acordamos animados para passear.


O tempo estava meio chuvoso, mas mesmo assim nos animamos a sair com as bonitas.

A descida daquela serrinha foi mais fácil que a subida. Talvez porque já era um caminho conhecido.

Saimos da cidade e pegamos novamente a Fernão Dias sentido Joanópolis. Poucos kilometros depois já saíamos da estrada rumo a cidade. Um caminho tranquilo, plano, com uma estrada de pista simples, mas razoável.

Chegamos à cidade, paramos na pracinha, demos uma volta e resolvemos ir até a cachoeira – que eu já tinha me informado, era asfalto por todo o trajeto.

E que trajeto... Uma paisagem de tirar o fôlego, com curvas fechadas, mas muito boas de fazer. Cerca de 20km depois, a cachoeira aparece linda e exuberante. O finalzinho era de terra, mas não tinha necessidade de chegar até a água, então abortei o último trecho. Rs

Após tirar as fotos de praxe, voltamos à Extrema, já debaixo de uma chuva fina, comomeos rapidinho para subir a pousada antes da chuva apertar.

Balanço do dia: 130km de pura harmonia com a natureza e com meu interior.

Alessandra

terça-feira, 2 de março de 2010

A CHEGADA

Extrema é uma cidade muito agradável, bem do interior, pequena e amistosa. Tem aquele clima de boas vindas.


Chegamos cedo (bem mais cedo que o previsto – umas 11h da manhã) e claro, o hotel fazia o check in somente ao meio dia.

Nos perdemos um pouquinho na entrada da cidade, mas pedimos informações e logo achamos nosso caminho. Um linda estrada, ladeira acima, cercada de uma vegetação nativa exuberante, que foi ficando cada vez mais exuberante a medida que subíamos uma serra cada vez mais íngreme, cuja estrada foi afunilando, trocando o asfalto por paralelepípedo e para meu desespero, a ausência de asfalto.

Eu preciso fazer um adendo, que é minha história com estrada de terra. Eu tenho pavor!!! Até de carro!! Imagine de moto e com uma moto que não é para isso.

Mas foi o tempo de pensar... Ai meu Deus, que droga! E a terra acabar! Ufa!!! Rs

Mas não é uma subida fácil. O bom é que foi curta. Tudo isso passando na minha cabeça e 3km depois, chegamos.

A pousada era LINDA, no meio da mata e nosso chalé, o último e mais alto. Mais 500m de subida, ms essa não deu para bancar de moto não. Preferimos ir a pé, pois era praticamente uma trilha de curvas fechadas e pedriscos. Era pedir para cair.

Vocês percebam que sou uma motociclista medrosa!! Acho que como neurologista, andar de moto é o máximo de rebeldia que me permito!!! Rs

Bem, mas como chegamos muito adiantados, o dono da pousada gentilmente nos levou até o final da estrada, no topo do morro, onde a vista é de tirar o folego. De um lado vê-se Extrema e do outro Joanópolis, onde as pessoas saltam de asa delta.

Ficamos curtindo a paisagem e depois descemos a pé uns 4km, com a roupa de andar de moto. Claro que ganhei uma bela bolha no pé de andar tanto com a bota.

Mas as férias estavam apenas começando e isso faz parte.

Ao voltar a pousada, tivemos um almoço suntuoso no hotel e fomos ao nosso chalé para o merecido descanso.

Moto para mim é quebrar paradigmas. O medo é natural, mas enfrentá-lo dá aquele friozinho na barriga típico da descarga de adrenalina e aquela sensação de UAU! Eu consegui. Sei que não sou a melhor motocilcista do mundo, mas me divirto muito dentro dos meus limites.

Alessandra