terça-feira, 2 de março de 2010

A CHEGADA

Extrema é uma cidade muito agradável, bem do interior, pequena e amistosa. Tem aquele clima de boas vindas.


Chegamos cedo (bem mais cedo que o previsto – umas 11h da manhã) e claro, o hotel fazia o check in somente ao meio dia.

Nos perdemos um pouquinho na entrada da cidade, mas pedimos informações e logo achamos nosso caminho. Um linda estrada, ladeira acima, cercada de uma vegetação nativa exuberante, que foi ficando cada vez mais exuberante a medida que subíamos uma serra cada vez mais íngreme, cuja estrada foi afunilando, trocando o asfalto por paralelepípedo e para meu desespero, a ausência de asfalto.

Eu preciso fazer um adendo, que é minha história com estrada de terra. Eu tenho pavor!!! Até de carro!! Imagine de moto e com uma moto que não é para isso.

Mas foi o tempo de pensar... Ai meu Deus, que droga! E a terra acabar! Ufa!!! Rs

Mas não é uma subida fácil. O bom é que foi curta. Tudo isso passando na minha cabeça e 3km depois, chegamos.

A pousada era LINDA, no meio da mata e nosso chalé, o último e mais alto. Mais 500m de subida, ms essa não deu para bancar de moto não. Preferimos ir a pé, pois era praticamente uma trilha de curvas fechadas e pedriscos. Era pedir para cair.

Vocês percebam que sou uma motociclista medrosa!! Acho que como neurologista, andar de moto é o máximo de rebeldia que me permito!!! Rs

Bem, mas como chegamos muito adiantados, o dono da pousada gentilmente nos levou até o final da estrada, no topo do morro, onde a vista é de tirar o folego. De um lado vê-se Extrema e do outro Joanópolis, onde as pessoas saltam de asa delta.

Ficamos curtindo a paisagem e depois descemos a pé uns 4km, com a roupa de andar de moto. Claro que ganhei uma bela bolha no pé de andar tanto com a bota.

Mas as férias estavam apenas começando e isso faz parte.

Ao voltar a pousada, tivemos um almoço suntuoso no hotel e fomos ao nosso chalé para o merecido descanso.

Moto para mim é quebrar paradigmas. O medo é natural, mas enfrentá-lo dá aquele friozinho na barriga típico da descarga de adrenalina e aquela sensação de UAU! Eu consegui. Sei que não sou a melhor motocilcista do mundo, mas me divirto muito dentro dos meus limites.

Alessandra

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